Safari fotografico no centro de BH
Muitas vezes tive vontade de fotografar o centro de Belo Horizonte, mas sempre existe aquela questão: será que devo ir ao centro da cidade com meu equipamento?
Já escutei fotografos dizendo: “equipamento é para usar, tem que ir onde você quiser”. Mas só hoje vi que existe um que realmente faz isso, vai onde quer com o equipameto que acha melhor.
E o cara que me mostrou que fotografar o centro de BH a pé é possível foi nada mais nada menos que Élcio Paraiso. Para quem já foi fotógrafo de jornal, andar a pé no centro com equipamento é simplesmente uma coisa normal.
Marcamos na frente do palácio das artes, esperamos um tempo pelo resto da turma que deveria ter aparecido, e após 40 minutos aparece a Carol, esperamos mais um pouco e decidimos iniciar nosso “safari”, nossa “aventura” pelo centro da cidade.
Hoje vou colocar muitas fotos, quero mostrar todo nosso intinerário, cada passo que demos.
- Esse ai é o Conservatório Mineiro de Música, que fica em frente ao Palácio das Artes, nosso ponto de encontro.
Conservatório Mineiro de Música
Inicia-se então a descida pela Afonso Pena, e já conseguimos avistar alguns prédios conhecidos.
Afonso Pena
- Chegamos à Rua da Bahia com Afonso Pena. E na Belotur podemos receber informações turísticas e comprar ingressos para as peças da Campanha de Popularização do Teatro de Belo Horizonte.
Informações Turísticas
Ingressos?
- Chegar a esquida da Rua da Bahia com Afonso Pena e não fotografar o Othon Palace é impossível, então está ai a foto.
Othon Palace
- Descendo a Rua da Bahia uma parede apresenta grafites interessantes…
Santos Dumont na Rua da Bahia?
Sensacional!
Não sei porque mas me lembrou Cartier Bresson
- Continuando a descida da Rua da Bahia, um boteco tem uma parede no mínimo interessante.
Celebridades num boteco da Rua da Bahia
- Vi essa placa “ADEUSBIA estou indo embora…”, como estava na Rua da Bahia me lembrei da música que diz: “adeus Bahia vou morrer de saudades”.
ADEUSBIA / ADEUS BAHIA
- E no centro tudo tem cura! Depois da foto abaixo não desista, continue a ler esse post que você verá o que mais é curável.
A cura!
- Ainda na Rua da Bahia. Uma placa dizia: “Produtos naturais, ervas e raízes”, mas não é isso que podemos ver na foto! Só tinha bolsas e capas para celular. Acho que o proprietário teve que mudar de ramo. Foi a crise!
Sei lá entende?
- E a loja de discos do Billy Jackson? Fica lá na Rua da Bahia também.
Vinil?
- Descemos a Rua da Bahia e fomos para a praça que fica em frente à Praça da Estação. Lá o carrinho de lixo dos garis estava estacionado e ao fundo os garis descansando à sombra, não é para menos, o sol estava escaldante!
Descanso do carrinho e dos "motoristas"
- Agora já subindo a Av. Amazonas, uma foto do edifício Aurélio Lobo!
Edifício Aurélio Lobo
- Depois de subir o pequeno pedaço da Av. Amazonas, chegamos à Praça Sete.
O obelisco de Belo Horizonte
- Voltamos à Afonso Pena e continuamos a descida. Chegamos à Praça Rio Branco, a famosa Praça da Rodoviária. Agora posso dizer: “eu fotografei na praça da rodoviária”
Praça Rio Branco
Outro ângulo
- Da Praça Rio Branco descemos para trás da rodoviária e subimos para a passarela que liga o centro ao Bonfim. Confesso que nessa hora fiquei um pouco tenso. Acho que muitas pessoas tem receio de passar nesse lugar mesmo sem portar nada que possa ser roubado, imagina eu com uma câmera profissional na mão. Fazer o que? Tudo pela fotografia!
A passarela
Latinhas prontas para a venda
A parte nova da passarela
- Lembra que eu falei que no centro quase tudo tem cura? Olha ai mais uma placa.
Problemas com drogas?
- Já embaixo da passarela do centro para o Bonfim fui apresentado à Monalisa, não aquela de Da Vince, mas uma que foi pintada em uma banca de revista.
Gioconda
- Ainda embaixo de elevados, viadutos e passarelas…
Moradia?
- Ir ao Bonfim e não visitar a Praça do Peixe? Não dá!
A caminho da Praça do Peixe
- Chegamos à Praça do Peixe, nosso destino final! Foi ai que me toquei que tinha que voltar lá para a igreja de Boa Viagem, onde eu tinha para do meu carro, e olha que o sol não aliviou!
Ponto final, Praça do Peixe
Eh, foi uma caminhada e tanto, uma caminhada que eu não teria feito sozinho, nunca. Agora posso dizer que fotografar no centro, e a pé não é impossível. Recomendo apenas que a caminada tenha companheiros, e de preferência companheiros otimistas, que façam você a acreditar que não será roubado, assim como o Élcio e a Carol fizeram.
Obrigado Carol e Élcio o sábado foi sem noção!
Abraço a todos.

Muito bacana esse safari, Bífano!
Sempre tive vontade de fazer um também!
Na próxima saída que for fazer, pode me chamar!
Faz tempo que estou querendo um programa assim!
Abraço!
Olá, adorei o post!
Foi realmente muito bacana o safari e justamente por todos estarem otimistas e dispostos! Muito bom ter compartinhado essa aventura com você!
Abraço!
Há algum meses esporadicamente tenho ido a região da rodoviaria fotografar. Me interesso mais pela dor, pelo sofrimento passivo que vejo neste povo brasileiro. Queria que minha foto mostrasse algo, que para mim é obvio mas que as pessoas no dia a dia esqueceram de vez. Sempre que vou lá sinto a tensão e medo de ser roubado e perder a camera que me custou tanto a comprar. Mas como dizia Lobão ” desculpe vovozinha mas a vida sem risco é uma merda”.
Enfim gostaria de conhecer pessoas ( fotografos ) para que pudecemos fazer alguma coisa por este país que perdeu a vergonha na cara, e tentacemos lembrar as pessoas que somos seres humanos e irmãos.
Meu nome é Wilson Bacelar 31 3547 8138 9145 9412
Adorei suas fotos. Você permitiria que fosse usada em livro didático?