Trabalhadores
Para variar um pouco, no carnaval desse ano eu não fui para nunhum lugar badalado cheio de axé music! Nada contra as pessoas que vão, até gosto muito delas, porque se todos gostassem das fazendas, sítios e afins para onde eu iria?
Fui para a fazenda do tio de uma grande amiga. Fica perto de Lavras, acho que uns 25 minutos depois, é só pegar a Fernão Dias e ir embora. Depois de alguns quilômetros e um bom tempo perdido para achar a bendita estradinha que leva a fazenda nos chegamos.
Logo na entrada da fazenda já vi uma imagem que me interessou, e antes mesmo de cumprimentar as pessoas da casa abri minha mochila e fui guardar a imagem que eu havia acabado de ver.
Fiz a foto em uma câmera de filme emprestada que eu havia levado com um filme kodak CN. A experiência da fotografia de filme em plena era digital eu conto no próximo post.
A imagem que me interessou foi a de um grupo de trabalhadores rurais em um terreiro de café com um tratorzinho tipo girico, e isso me despertou para um tema que eu poderia explorar durante meu carnaval relax.
O meu norte para as fotos foram os trabalhadores rurais, que assim como em um usina ou em um hospital não param nunca. Não tem dia santo, não tem sete de setembro ou mesmo um carnaval que faça esse pessoal parar, é impressionante!
Assim continuei minha missão, fotografar os trabalhadores rurais em pleno carnaval. A princípio iria fazer todas as fotos em filme p&b, mas depois decidi fazer algumas coisas no digital também.
Achei o trabalho interessante e está me dando muita vontade de continuar com o tema.
Um pouco de foto para vocês…
A foto abaixo mostra uma parte do terreiro de café onde eu fiz a primeira foto da série. Infelizmente ou felizmente não sei, a primeira foto foi feita em filme e eu ainda não tive tempo de scanear.

Terreiro
- A foto seguinte mostra o cafezal, um dos cultivos da fazenda. Infelizmente não estava na época da colheita.

O cafezal
- Não estava na época da colheita mas os pés estavam carregados, falta apenas o amadurecimento dos frutos para as atividades começarem. Provavelmente isso a contecerá em maio.

Um dia no pé, outro dia no bule.
- Fazenda é assim: não está na hora de colher o café, mas está na hora de colher o feijão.

Colheita do feijão
- Depois de colhido e retirado de dentro de sua casca é preciso limpar o grão, trabalho feito com a ajuda da peneira.

Limpa
- Os homens preparam o girico para ser utilizado em mais um dia de trabalho.

Preparação
- E toda fazenda é composta por personagens, essa não é diferente.

O sol estava bravo

E a cara de coronel?

O boa praça
- Eh, na roça o dia começa cedo e dura muito, mas uma hora acaba.

É hora de ir embora
- O sol também já se vai, e amanhã é um novo dia.

Até amanhã
Um abraço a todos.

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